Conhecendo melhor a música

A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição. (Aristóteles)

O mundo é rodeado por música. A vida urbana nos envolve musicalmente, seja nos shoppings, mercados, lojas, academias, no percurso de casa para a escola, trabalho, nos carros, ônibus, enfim, a música está por toda a parte. Mas o que seria música?

O dicionário Michaelis traz as seguintes definições para música:

sf (lat musica) 1 Arte e técnica de combinar sons de maneira agradável ao ouvido. 2 Composição musical. 3 Execução de qualquer peça musical. 4 Conjunto ou corporação de músicos. 5 Coleção de papéis ou livros em que estão escritas as composições musicais. 6 Qualquer conjunto de sons. 7 Som agradável; harmonia.8 Gorjeio. 9 Suavidade, ternura, doçura.

Música não é somente uma combinação de sons de maneira agradável. Existem vários tipos de música que para a maioria das pessoas não são nada agradáveis. A música serial, dodecafônica ou fractal são exemplos de música um tanto quanto incomum. Mas nem por isso ela deixa de ser música. Também a beleza está relacionada à cultura musical do indivíduo. Então a beleza musical é relativa.

A música vai muito além do prazer de ouvir, ela é uma arte e por isso, é uma fonte de expressão humana. Através da música podemos expressar opiniões, sentimentos e idéias. Então ela também é um veículo de comunicação.

A música também é gratificante, pois também faz com que os músicos tenham realização ao fazê-la. A música mobiliza as pessoas, os afetos, a mente para o pensar, com ela podemos criar, recriar e imaginar um mundo dentro dela. A música faz parte do ser humano. Não há civilização no mundo sem alguma forma de música.

Fazer música é lidar com as emoções. Seja alegria, tristeza, espanto, contentamento etc… é o chamado ethos musical. Esta palavra dá origem a palavra ética. Bem, na verdade, na Grécia antiga os gregos associavam as melodias cantadas pelo povo com os comportamentos deste povo. Ou seja, se o povo fosse mais astuto ou sério, isso também seria por conta de sua música. Pitágoras desenvolveu a relação dos modos gregos (melodias específicas) com o ethos, ou seja, a ética musical. Os gregos sabiam deste poder da música em influenciar comportamentos o que nos leva a refletir sobre o tipo de música que ouvimos. Ela nos faz bem? Edifica a alma?

Voltando ao assunto: Por que Pitágoras trabalhou com música? Esta pergunta nos leva a uma outra interessante constatação: porque a música está intimamente ligada à matemática. Tão ligada, que passou a fazer parte de um conjunto de disciplinas que o homem deveria estudar (compondo o chamado Quadrivium). O Quadrivium era composto pelas seguintes disciplinas: Aritmética, geometria, astronomia e música.

“De início, o som era usado para o ser humano se comunicar com o próximo, através da voz, depois de tambores, e, mais tarde, de instrumentos artificialmente construídos. Em seguida, o som começou a ganhar conteúdo e ser trabalhado de diversas formas, adquirindo funções do dia-a-dia. Foi usado para incentivar o trabalho, para despertar o espírito patriótico, para provocar o instinto da disputa e da luta (…) Apesar de o som não ser essencial para a sobrevivência humana, não se tem notícia de nenhuma raça ou povo que não cultive a música.” (MEDAGLIA, 2008 pg.9)1

Por volta de 1400 a música foi elevada à categoria de “arte”. No período barroco a música ficou rebuscada, depois ganhou diversas estruturas, no século XX a música iria passar por um grande experimentalismo.

Também neste tempo, nasceu a chamada indústria cultural, pois descobriu-se que essa arte que envolve tanto o ser humano, também pode gerar grande lucro. Então, a partir de métodos de gravações, pôde-se vender música além dos espetáculos, ou seja, em mídias diversas. Isso gerou um ciclo desejado pelas produtoras e gravadoras: Consuma rápido e descarte para comprar mais. A música passou a ser global, superficial e… será que ainda é arte? Será que os artistas da mídia cantam aquilo que querem expressar ou sua música é orientada para o lucro? É uma reflexão que devemos fazer. Que tipo de música “consumimos”?

RAMON CHRYSTIAN DE ALMEIDA LIMA

www.letrasonora.com.br

Notas: 1- MEDAGLIA, JULIO. Música, maestro: do canto gregoriano ao sintetizador.São Paulo. Globo,2008

Conhecendo melhor a música

A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição. (Aristóteles)

O mundo é rodeado por música. A vida urbana nos envolve musicalmente, seja nos shoppings, mercados, lojas, academias, no percurso de casa para a escola, trabalho, nos carros, ônibus, enfim, a música está por toda a parte. Mas o que seria música?

O dicionário Michaelis traz as seguintes definições para música:

sf (lat musica) 1 Arte e técnica de combinar sons de maneira agradável ao ouvido. 2 Composição musical. 3 Execução de qualquer peça musical. 4 Conjunto ou corporação de músicos. 5 Coleção de papéis ou livros em que estão escritas as composições musicais. 6 Qualquer conjunto de sons. 7 Som agradável; harmonia.8 Gorjeio. 9 Suavidade, ternura, doçura.

Música não é somente uma combinação de sons de maneira agradável. Existem vários tipos de música que para a maioria das pessoas não são nada agradáveis. A música serial, dodecafônica ou fractal são exemplos de música um tanto quanto incomum. Mas nem por isso ela deixa de ser música. Também a beleza está relacionada à cultura musical do indivíduo. Então a beleza musical é relativa.

A música vai muito além do prazer de ouvir, ela é uma arte e por isso, é uma fonte de expressão humana. Através da música podemos expressar opiniões, sentimentos e idéias. Então ela também é um veículo de comunicação.

A música também é gratificante, pois também faz com que os músicos tenham realização ao fazê-la. A música mobiliza as pessoas, os afetos, a mente para o pensar, com ela podemos criar, recriar e imaginar um mundo dentro dela. A música faz parte do ser humano. Não há civilização no mundo sem alguma forma de música.

Fazer música é lidar com as emoções. Seja alegria, tristeza, espanto, contentamento etc… é o chamado ethos musical. Esta palavra dá origem a palavra ética. Bem, na verdade, na Grécia antiga os gregos associavam as melodias cantadas pelo povo com os comportamentos deste povo. Ou seja, se o povo fosse mais astuto ou sério, isso também seria por conta de sua música. Pitágoras desenvolveu a relação dos modos gregos (melodias específicas) com o ethos, ou seja, a ética musical. Os gregos sabiam deste poder da música em influenciar comportamentos o que nos leva a refletir sobre o tipo de música que ouvimos. Ela nos faz bem? Edifica a alma?

Voltando ao assunto: Por que Pitágoras trabalhou com música? Esta pergunta nos leva a uma outra interessante constatação: porque a música está intimamente ligada à matemática. Tão ligada, que passou a fazer parte de um conjunto de disciplinas que o homem deveria estudar (compondo o chamado Quadrivium). O Quadrivium era composto pelas seguintes disciplinas: Aritmética, geometria, astronomia e música.

“De início, o som era usado para o ser humano se comunicar com o próximo, através da voz, depois de tambores, e, mais tarde, de instrumentos artificialmente construídos. Em seguida, o som começou a ganhar conteúdo e ser trabalhado de diversas formas, adquirindo funções do dia-a-dia. Foi usado para incentivar o trabalho, para despertar o espírito patriótico, para provocar o instinto da disputa e da luta (…) Apesar de o som não ser essencial para a sobrevivência humana, não se tem notícia de nenhuma raça ou povo que não cultive a música.” (MEDAGLIA, 2008 pg.9)1

Por volta de 1400 a música foi elevada à categoria de “arte”. No período barroco a música ficou rebuscada, depois ganhou diversas estruturas, no século XX a música iria passar por um grande experimentalismo.

Também neste tempo, nasceu a chamada indústria cultural, pois descobriu-se que essa arte que envolve tanto o ser humano, também pode gerar grande lucro. Então, a partir de métodos de gravações, pôde-se vender música além dos espetáculos, ou seja, em mídias diversas. Isso gerou um ciclo desejado pelas produtoras e gravadoras: Consuma rápido e descarte para comprar mais. A música passou a ser global, superficial e… será que ainda é arte? Será que os artistas da mídia cantam aquilo que querem expressar ou sua música é orientada para o lucro? É uma reflexão que devemos fazer. Que tipo de música “consumimos”?

RAMON CHRYSTIAN DE ALMEIDA LIMA

www.letrasonora.com.br

Notas: 1- MEDAGLIA, JULIO. Música, maestro: do canto gregoriano ao sintetizador.São Paulo. Globo,2008

Dia do Músico Batista

violin_and_notes-wallpaper-1280x800Todo mundo que lida com música é músico. Estamos dizendo isto porque podemos ser levados a pensar que jovens que tocam numa banda ou numa equipe de louvor não são propriamente músicos, porque tocam de ouvido, não estudaram música como os outros. Evidentemente trata-se de um engano, aliás um preconceito, pois ser músico, em primeiro lugar, é um dom dado por Deus, e, em segundo lugar, o fato de não ter feito um curso de música não é um impedimento para quem deseja exercer o ministério da música. Reconheçamos, contudo, que pode ser muito melhor se estudarmos e nos prepararmos bem.

A música é um elemento presente em todas as culturas do mundo, desde a mais primitiva até a mais avançada. É um dos dados mais importantes no estabelecimento da identidade de um povo. Note, por exemplo, as matérias de televisão que mostram como é a vida em uma tribo indígena e verá que a música é parte inseparável daquilo que é apresentado. E na vida moderna a música tornou-se um importante fator econômico, que produz riqueza, gera empregos e até mudança social.

Podemos dizer que a Igreja de Cristo não existiria sem a música, a qual tornou-se uma das suas marcas identificadoras. É quase impossível qualquer grupo cristão reunir-se para cultuar sem que a música seja usada, porque ela é o meio mais adequado para expressar não só as emoções como a reflexão daquele que crê. É também o veículo para se produzir as mais belas orações. Além disso solidifica a comunhão, por produzir uma interação imediata entre os que cultuam. Ouvir um pregador é um exercício de passividade, apesar de ter algum grau de participação, mas no cântico congregacional a interação é total.

Portanto, aqui vai o nosso abraço a todos aqueles que se dedicam à música em nossas igrejas. Vocês são muito importantes para a sua grei. Pedimos ao Senhor que continue abençoando seu trabalho nessa área e usando-os poderosamente para proclamar sua graça e edificar seu povo. Entretanto, lembramos que a música é feita de um pouco de talento e uma quantidade enorme de trabalho; um pequeno percentual de aptidão e um grande percentual de transpiração. É preciso compromisso, consagração, disponibilidade, humildade, perseverança, despojamento e desprendimento. Deus e a igreja esperam isso de vocês.

Pr. Sylvio Macri

O que é música gospel ?

musica_gospelMúsica gospel (do inglês gospel; em português, “evangelho”) ou música evangélica é um gênero musical composto e produzido para expressar a crença, individual ou comunitária, cristã.

Como outros gêneros de música cristã, a criação, a performance, a influência e até mesmo a definição de música gospel varia de acordo com a cultura e o contexto social. A música gospel é escrita e executada por muitos motivos, desde o prazer estético, com motivo religioso ou cerimonial, ou como um produto de entretenimentopara o mercado comercial. No entanto, um tema de música gospel é louvor, adoraçãoou graças a Deus, Cristo ou o Espírito Santo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_gospel